QUAIS SÃO OS ANIMAIS MAIS PERIGOSOS QUE PODEM ENTRAR EM CASAS BRASILEIRAS?

Controle de Pragas

ANIMAIS MAIS PERIGOSOS? Morar em uma zona urbana não significa que você não possa se deparar com certos bichos em casa. Alguns são comuns e não trazem nenhum perigo a nós, como lagartixa, formiga ou barata. Porém, existem outros que podem causar uma certa dor de cabeça: os peçonhentos. Segundo Claudio Souza, biólogo do Instituto Vital Brazil, entre os animais peçonhentos, os mais perigosos para nós são aqueles que reúnem, pelo menos, três características: boa capacidade de picar, capacidade de viver perto das pessoas e capaz de ter um veneno com ação potente

Considerando esses pontos, o UOL listou abaixo os animais peçonhentos mais perigosos que podem aparecer em nossas casas e o que fazer caso encontre um e/ou seja picado por ele. Todos os animais citados, de acordo com Souza, podem ser encontrados em qualquer região do Brasil.

Além disso, eles são perigosos por conta de seus venenos, porém, cada um tem um nível de gravidade. Os acidentes mais graves acontecem normalmente em crianças

Escorpiões O escorpião amarelo, cujo nome científico é Tityus serrulatus, é a que possui maior dificuldade de controle Imagem: Hanrrikson de Andrade/UOL Os escorpiões têm sido mais encontrados e causado mais acidentes nas regiões Nordeste e Sudeste do país, devido à “adaptação desses animais ao ambiente urbano, sobretudo em locais com infraestrutura sanitária precária e presença de lixo e entulho nas imediações das casas”, explica a Fan Hui When, gerente de produção de soros no Instituto Butantan

Escorpião Amarelo (Tityus serrulatus)

Características: tem hábito noturno, gosta de umidade, pouca luz e insetos.

Onde aparece mais: sob pedras e barrancos; debaixo de cascas de árvores; em paredes e muros mal rebocados; madeira empilhada; entulhos; caixas de gordura; ralos; forros; entre outros.

Acidentes mais graves: irregularidades cardiorrespiratórias que podem levar à morte. Aranhas 10.

No Brasil, três espécies de aranha oferecem risco a humanos: aranha-marrom, armadeira e viúva-negra.

Uma das espécies de aranhas, considera como ANIMAIS MAIS PERIGOSOS, a aranha-marrom, pode ser mais encontrada na região Sul do Brasil, devido ao clima favorecer a proliferação em ambiente doméstico.

Além disso, pilhas de telhas, tijolos e materiais de construção são bons esconderijos para esses animais.

ANIMAIS MAIS PERIGOSOS: Armadeiras (Gênero Phoneutria)

Características: chegam a medir 20 cm de envergadura com as patas abertas; não vivem nas teias (preferem se esconder em lugares escuros durante o dia); quando se sente ameaçada e não pode fugir, apoia o corpo nas patas de trás e levanta a parte anterior

Onde aparece mais: locais escuros, interior das casas, dentro de sapatos, escondidas nos móveis. Acidentes mais graves: podem causar sudorese generalizada, vômitos, diarreia, enrijecimento muscular, choque e edema agudo de pulmão

Acidentes mais graves: podem causar sudorese generalizada, vômitos, diarreia, enrijecimento muscular, choque e edema agudo de pulmão.

Aranha-Marrom (Gênero Loxosceles)

Características: chegam ao máximo a 4 cm de envergadura e tem hábitos noturnos.

Onde aparece mais: ambientes escuros e secos. Na natureza, são encontradas sob cascas de árvores, debaixo de pedras e dentro de grutas. Nas cidades, dentro das casas, onde fazem teias atrás de móveis, quadros, pilhas de madeira e material de construção

Acidentes mais graves: pode deixar sequelas bastante difíceis de cicatrização, necrose e amputação.

Viúva Negra (Gênero Latrodectus)

Características: mede em torno de um centímetro, com patas longas e frágeis e abdômen arredondado e com vários desenhos de cor vermelha-viva.

Onde aparece mais: periferia das casas das pessoas.

Acidentes mais graves: ataca o sistema nervoso provocando dores musculares muito intensas, náuseas, dor de cabeça e alterações cardiorrespiratórias, podem levar à morte.

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Serpentes

Normalmente são encontradas no campo, próximas das casas ou até mesmo dentro delas, sobretudo em locais onde há roedores. Segundo When, os acidentes envolvendo esses animais são mais frequentes na região Amazônica, “onde o risco de um indivíduo ser acidentado pode ser 10 vezes maior que em outras partes do país”. Jararacas Gravida foi picada por jararaca no MT

Características: vivípara (o embrião se desenvolve dentro do corpo da mãe) e pele com desenhos que ajudam na camuflagem.

Habitat: matas, mas se adapta bem às áreas urbanas e próximas à cidade, ambientes úmidos, como beira de rios e córregos, onde também se encontram ratos e sapos.

Acidentes mais graves: pode deixar sequelas permanentes, como necrose e amputação.

Como evitá-los?

Souza indica um roteiro baseado no princípio dos 4As: acessos, ou seja, vistoriar os acessos por onde esses animais podem entrar em casa, como frestas, materiais, compras.

  • abrigo, ou seja, onde criamos condições para que esses animais entrem e consigam sobreviver dentro das casas, como quarto que nunca usamos, material de construção, entulho.
  • alimento, ou seja, controlar a fauna de insetos e roedores domésticos.
  • água, ou seja, verificar fontes de água e umidade, pois permitem a sobrevivência desses bichos, principalmente escorpiões e lacraias.

O que fazer em caso de picada?

É muito importante lavar o local da picada com água e sabão e procurar atendimento médico o mais rápido possível. O médico irá avaliar a necessidade de tratamento específico para aquele animal – por isso, é importante tirar uma foto ou descrever bem as características do animal que atacou a vítima.

O que não fazer:

não colocar nada em cima, não fazer torniquete, não chupar o veneno, não aplicar ervas, emplastos ou colocar qualquer outra substância na região.

O que fazer caso encontre um desses animais?

No caso de serpentes, recomenda-se acionar profissionais habilitados, como técnicos de zoonoses. Escorpiões, aranhas e lagartas podem ser coletados com cautela e retirados do local onde há risco de acidente, com a precaução de manter distância suficiente e uso de recipiente com tampa, aponta When.

Souza indica para não tentar capturar esses animais: o ideal é denunciar a presença deles a algum órgão ambiental ou público.

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Fonte: https://noticias.uol.com.br

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